Leonílson, 56

Por DAIGO OLIVA

Nascido em Fortaleza, mas criado em São Paulo, o genial artista Leonílson completaria hoje 56 anos. Vítima da Aids, em 1993, faleceu precocemente aos 36. Visceral, vibrante, poético, sonhador… Faltam adjetivos para classificá-lo.

O traço simples, às vezes infantil, tinha o poder de comunicar usando poucas linhas. Tudo era um suporte para Leó, como era carinhosamente chamado.

Dos papéis de cadernos e agendas, dos bordados vazios, que dizem tanto, e as pinturas de rios, vulcões e corações dilacerados por sentimentos que exploram a boca e o olhar, Leonílson construiu um universo particular que o projetou como um dos nomes mais importantes da arte contemporânea brasileira.

Mas o artista não pode ser compreendido apenas pela sua obra. Deve ser lido também a partir da família, anotações, gravações, humor e amigos.

Ao receber um deles em sua casa, na Vila Mariana, o carro da visita havia sido roubado. No dia seguinte, Leonílson enviou ao amigo dois desenhos.

Num, o carro estacionado. No outro, o mesmo espaço vazio.

O Entretempos conversou com Lenice de Fátima Dias, irmã do artista. Em pouco mais de uma hora, no Projeto Leonílson –uma charmosa casa na Vila Mariana onde todo o acervo do artista se encontra acomodado em três ambientes– falamos sobre as dificuldades da preservação das obras, a falta de um espaço que comporte toda o trabalho e memorabília e que sirva como local de visitação aberto e fixo, além das negociações com o poder público.

Sem contar as bonitas memórias e desajustes com os amigos do artista sobre as autorizações de uso das fitas-diário e uma pequena ótima revelação.

Em agosto de 2014, a Pinacoteca vai abrigar uma mostra do cearense.

Salve, Leonílson! Feliz aniversário!

Acima, estudo para  a obra “Os Pensamentos do Coração”

Entretempos – Qual a situação atual do Projeto Leonílson?

Lenise – Quando Leonílson morreu, ele tinha um ateliê em Pinheiros, com todas essas obras. Nós trouxemos absolutamente tudo, a família não fez divisão de nada. Cada um já tinha suas obras. Junto, veio toda a parte de arquivo pessoal. Material de trabalho, cerca de 300 a 350 itens, coleção de objetos, 1000 e poucas peças, toda a bibliografia, o mobiliário. Veio tudo para cá. Estava cabendo o suficiente, dava para receber escolas, até 30 pessoas eu conseguia receber. Leonílson guardava esses trabalhos em pastas, tudo em gaveta, tudo empilhado. Cada vez que essas obras vão para exposição, a única coisa que a gente pede é que sejam emolduradas. Então, sai de uma pastinha e quando volta, volta ocupando um espaço em uma parede. Tudo isso vai criando um volume que a gente não absorve. As coisas foram crescendo numa progressão que culminou com a exposição do Itaú Cultural. Eles nos doaram todo o mobiliário que fez parte da mostra e, de repente, nove vitrines e seis mapotecas que não davam para dispensar. Primeiro porque a gente necessita. Se você for olhar, todo esse mobiliário está aqui com coisas dentro, são coisas que nos ajudaram a manter e preservar mais as obras, que era uma coisa que não tínhamos. Foi muito importante. E sempre naquela expectativa de um dia a gente conseguir um espaço maior, um espaço que coubesse.

Vocês estavam conversando com a Prefeitura sobre o novo espaço.

Quem veio aqui foi o Calil [Carlos Augusto Calil, secretário de Cultura da gestão Kassab], na época em que ele era secretário da prefeitura. Ele realmente achou que a gente não tinha condições de ficar neste espaço e ia ver o que conseguia. Acho que passou algumas coordenadas pro Juca [Ferreira, secretário de Cultura da gestão Haddad], mas foi bem nessa fase de transição e não sei se surgiu muita coisa.

Chegaram a oferecer um espaço na rua Maria Antônia, não foi?

Sim. Na época do Calil, ele tinha pensado nesse espaço, mas não sabia que era uma demanda tão grande. Um dos grandes problemas foi esse. Ele pensou que coubesse tudo numa sala, numa salinha, e quando chegou aqui viu que a necessidade da gente era muito maior.

Ambientes do Projeto. Tem que estar em forma para passar entre as obras…

E tiveram conversas com o Juca Ferreira?

A última conversa foi com a gestão anterior. Eu fui no CCSP, no encontro do Juca Ferreira com os artistas. Gente, eu me senti o primo rico. Tem lugar que não tem papel higiênico, tem ateliê que não tem tinta, tem teatro que chove direto. Sabe quando ele vai tentar ouvir as necessidades da gente? Vai ser muito difícil. Então, estou me apegando muito ao pessoal do IBRAM [Instituto Brasileiro de Museus]. Falei com o Nascimento [José do Nascimento Jr, presidente do IBRAM], que me passou para o Cícero [de Almeida, diretor da instituição], a pessoa que faz a parte regional de São Paulo. E agora estamos entrando em conversações com eles para ver se conseguiriam algum espaço federal ou alguma coisa que pudessem passar. Acho que a família pecou numa coisa. No fim, a gente sempre acabou se responsabilizando por tudo. Acho que é muito mais fácil, pra mim, pegar e vender uma obra e manter as coisas daqui do que sair atrás de contatos, de políticos.

Quantas obras são vendidas por ano?

A gente vende uma vez por ano. O grande problema é que quando se vende, querem os bordados. A gente poderia vender um número x de desenhos, mas quando as pessoas, museus ou galeristas vem aqui pra comprar, eles acabam sempre pedindo os bordados. E como a gente necessita, abre mão.

Você havia dito que o Projeto está sem seguro.

No ano passado, o rapaz da seguradora veio, examinou a casa e disse “olha, não tem a menor condição de fazer esse seguro. Vocês estão com muita madeira, no teto, no chão, tem um mobiliário muito grande e dentro tem muito papel, muito tecido”. Ou seja, é tudo muito sujeito a…

Incêndio?

É, tudo muito sujeito a dar qualquer problema. E embaixo da gente tem uma empresa que recarrega cartuchos de impressora, que também tem material inflamável. [Silêncio]. Acho que mesmo que a gente tente fazer o máximo possível… Nós tivemos orientação de museólogos, a gente contratou, veio aqui, ensinou uma série de coisas, mas não temos um controle de temperatura, não temos nada. Apesar de tudo, as obras estão super bem preservadas. Leonílson sempre trabalhou com material muito bom. Só 20% das obras precisariam ser restauradas.

Parte da coleção de brinquedos de Leonílson

Você falou sobre a participação da família. Anteriormente, houve uma polêmica em relação a decisões sobre o uso do acervo.

O que aconteceu foi o seguinte. Leonílson gravava algumas fitas que eram o diário falado dele. Acordava, ligava aquele gravador e ficava lá durante muito tempo. A Karen [Harley] estava fazendo o filme “Com o Oceano Inteiro Para Nadar” [documentário sobre Leonílson, de 1997]. Vinha fazer pesquisa aqui no Projeto e depois acabou pedindo as fitas emprestadas para que pudesse ter um contato maior, além de poder trabalhar a distância. Eu falei, “ok, a gente vai fazer um trato, você pode levar, mas essas fitas só serão ouvidas, não quero que elas sejam usadas no filme”, porque fazem parte de um diário do Leonílson e, pra família, naquele momento, o diário era uma coisa que tem que ser respeitada, é uma coisa pessoal, íntima, não é para sair por aí. Mas aí, depois de um tempo, uma pessoa me ligou dizendo “eu vi o filme do Leonílson, é maravilhoso!”. Como? Não, pera aí. Liguei para ela dizendo que tinha 24 horas para vir para São Paulo me mostrar o filme. Por que o combinado era que ela ia fazer um boneco e, desse boneco, me mostrar. Enfim, a Karen me apresentou um filme maravilhoso, onde ela pegou os vinte minutos de toda a fala do Leonílson.

Ele era o narrador do filme.

Sim. Ficou lindo, super emocionante. Lógico, era a voz dele. Mas aquilo pra gente foi uma coisa que aviltou. Não foi isso o que a gente combinou. A gente acha que ela teria condições de ter feito um trabalho muito legal sem ter usado as fitas. Então, nós tivemos a nossa primeira reunião com os conselheiros [o Projeto Leonílson mantém até hoje um conselho consultivo, formado no primeiro momento por três membros da família e sete amigos do artista] e eles forçaram a barra dizendo que o filme era maravilhoso, que tinha que ser visto… A gente começou a perceber que tudo o que iria para votação seria muito difícil a família ter um número maior. Mas eles sempre nos orientaram, nos ajudaram no que seria melhor, então tudo bem, liberamos o filme. Depois de um, dois anos, recebo uma outra ligação de um jornalista de Brasília. “Nossa, que bárbaro o novo livro do Leonílson!”. Que livro novo? Eu digo, não, não tem livro novo, não estou sabendo disso. Algumas semanas depois, toca o telefone, era um amigo do Leonílson dizendo que havia escrito um livro, usando as fitas e que só faltava a autorização.

Ou seja, a fita circulou.

É… Eu disse, “olha, não acho que seja bem esse o caminho. Você deveria ter vindo aqui primeiro, conversado pra saber se valia a pena fazer, se a gente autorizava…”. Em todo caso, vamos marcar para ver o que a gente pode fazer. E quando ele veio, veio com o Du [Eduardo Brandão, amigo pessoal do artista, membro do primeiro conselho consultivo do Projeto Leonílson e um dos sócios da Galeria Vermelho]. Já sei que vem bomba! [muitos risos]. Então, eles disseram, que quando Leonílson estava vivo, dizia sempre que gostaria que aquelas fitas fossem transformadas num livro. É estranho, porque ele nunca havia falado isso para gente. Acho que nem quando estava muito mal, quando disse para os irmãos o que cada um poderia ficar, em nenhum momento disse que gostaria que as fitas fossem entregues… Eu não sei. Talvez hoje, se a gente folhear algum caderno, alguma correspondência, podemos até achar alguma coisa sobre isso. Mas, na época, a gente não sabia de nada. Ou seja, mais uma vez, as fitas tinham sido usadas.

Leonílson tinha abertura suficiente com a família para dar a autorização de algo tão íntimo?

Acho que se ele quisesse, poderia ter falado traquilamente. Tem até o início de uma fita em que ele diz “ah, queria fazer disso um livro, mas sou muito preguiçoso”. Mas ele nunca chegou e disse “quero que vocês entreguem isso pro fulano de tal”, sabe? Por exemplo, a gente tem uma declaração dele em que diz “tudo que é meu estou passando para a minha mãe. Meus talões de cheque, minhas contas de banco, minhas obras, meus objetos… Tudo”. Mandou para cartório, tinha testemunhas, ou seja, não estava lá “e eu quero que as fitas sejam entregues para o Ricardo [Ferreira, autor do livro não publicado]. Tudo, absolutamente tudo, deixou para a minha mãe. Juntou a história do filme, que realmente ficou lindo. Hoje a gente olha e diz “não, tinha mais era que ter sido publicado”, mas acho que começou a acumular uma série de coisas que… [Pausa] Bom, quando começou o Projeto, a ideia era dos amigos ajudarem a gente, porque éramos uma família muito fora desse meio de arte, a gente não entendia nada. Eu brinco muito que os amigos tinham muito medo do que a gente ia fazer com tudo o que o Leonílson deixou e a gente tinha muito medo de saber o que fazer.

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Nota do blog: Há um texto no site do próprio Projeto Leonílson com a seguinte afirmação: “Em 1990, vai a Londres (duas vezes), Nova York, Paris, Veneza e Amsterdã. Começa a gravar fitas, registrando idéias, tendo em vista o projeto de um livro que será realizado por seu amigo Ricardo Ferreira conforme era seu desejo”. Segundo Lenice, o texto foi escrito pelos amigos do artista, mas não contradiz a versão da família, de que Leonílson nunca expressou a vontade de doar este material para uma publicação.
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Figurinos desenhados para o grupo de teatro “Asdrubal trouxe o trombone”

Qual a formação atual do conselho?

Os quatro irmãos, dois sobrinhos, Dráusio Gragnani, Rejane Cintrão, Marcelo Secaf e Heloise Costa, que está um pouco afastada.

A parte da família virou maioria.

Quando a gente decidiu que não iríamos fazer o livro, esse primeiro conselho pediu demissão. Eles disseram que não tinham voz, que a gente estava recusando uma coisa que se fosse votar eles ganhariam e se afastaram.

Romperam com todos eles?

Naquele momento acho que houve uma ruptura. Maior com o Du, porque como ele era muito amigo tanto do Leonílson quanto do Ricardo, e talvez tivesse um trânsito maior, a gente rompeu. Mas foram coisas que depois com o tempo a gente foi retomando. Todos esses amigos são amigos de novo e acho que foi muito legal, pois de certa forma a gente sobreviveu. A palavra que digo é essa. E acho que a gente sobreviveu de uma forma que… Talvez não tenha sido a forma que eles configurariam e talvez a gente não precisasse hoje chorar por espaço se estivéssemos com eles, mas também fizemos muita coisa. A gente conseguiu trabalhar muita coisa. Depois daquele conselho, fizemos um interino, que realmente foi só a família, porque acho que a gente precisava de um tempo pra respirar e decidir o que queríamos, como seria feito e aí depois chamamos os amigos. Outros amigos. Marcelo e Rejane eram muito amigos do Leó. Fizemos um outro grupo de amigos que poderia nos ajudar, mas que fosse algo que a família… [Pausa] Nunca mais deu nenhum problema. Acho que a relação com esse primeiro grupo com Leó era como de irmãos, de artistas, sabe? Eles tinham uma relação muito grande também, então ficava difícil deixar a família resolver o que iria fazer. Essa é a minha visão hoje, depois desses 20 anos. Mais tarde, numa conversa com o Du na Galeria Vermelho, ele disse que foi um momento muito difícil. Eram muito próximos da gente, tinham uma ligação com a família de vizinhos, de amigos. Ele falou “agora que eu tou com uma idade que não devo mais brigar tanto…” e eu já interrompi dizendo “Du, já falei pra você ir lá no Projeto pra gente conversar. Talvez agora dê pra gente pensar em outra coisa”. Ele ficou de vir, mas ia viajar pra sei lá onde… Tou aqui esperando. Para nós foi muito difícil, quando você perde uma pessoa e essa pessoa tem muitos amigos próximos, você quer estar junto. Mas você quer estar junto sem… Sei lá, sem rivalidade, sem aquela coisa de “ó, eu era mais importante”, então acho que pra gente foi muito doída essa separação. Mas tinha que ter esse momento. A sensação que nós começamos a ter foi: hoje o filme, amanhã o livro, depois de amanhã vão falar que o Leonílson deixou tudo pra todo mundo.

Voltando pro espaço do Projeto, não existem horários fixos de visitação. Como funciona pra quem quer conhecer?

As pessoas ligam e eu pergunto: é um grupo grande? Não adianta bater na porta, tem que agendar. Sempre quem recebe sou eu, adoro receber e falar [risos]. Vem muito estudante, muita gente fazendo tese de doutorado, tudo sobre ele. Aqui a gente respira Leonílson, mas não só nas obras. No arquivo pessoal, de repente você olha ali e tem uma coleção de máquinas, de brinquedos, o material que ele usava, as canetinhas, os lápis de cor, as coisas que ele tinha. Bibliografia, os cadernos… Você pode conversar com a irmã dele! [gargalhadas] Uma vez a gente estava trabalhando aqui com um grupo de crianças e comecei a contar sobre como era Leonílson na infância, algumas histórias. Uma das crianças chegou para a minha filha Gabriela e perguntou se ela não tinha medo. Medo do que? “Dele aparecer!”, disse a criança. Pra você ver… As crianças se ligam muito rápido nele. Veio um grupo que estava estudando sobre os rios, uma molecada pequena, vieram conhecer os rios do Leonílson. Mostrei tudo e, duas semanas depois, a professora me liga pra dizer que eu havia causado uma revolução na cabeça dessas crianças. A professora de Geografia não consegue mais dar aula para eles! E eles querem trabalhar bordados. Na viagem anual da turma, propuseram bordar os saquinhos para levar as escovas de dente, os travesseiros, tudo.

De fato, é o lugar mais próximo que dá para chegar do Leonílson…

Aqui você encontra tudo que fez parte da vida do artista. Ele era um cara muito próximo da família. Ele amava muito a família da gente. A gente tem texto em que ele conta isso, nas fitas… Tem algumas coisas das fitas que, pra gente, na época, era chocante. Não dava para ouvir. Então o que minha irmã fez foi selecionar todos os textos das fitas que eram em relação a nossa família. E aí a gente fez uma reunião e ouvimos juntos, choramos juntos, fez tudo junto. Com tudo que ele falava e dedicou para nós, sobre nós… São coisas riquíssimas. “Meus sobrinhos são meus filhos”, sabe? São coisas que ele deixou e não sei se interessa pro mundo, mas que para nós era muito importante. Por isso a gente considerou que, naquele momento, aquelas fitas eram nossas, não eram para passar ainda. Hoje, acho que a gente já consegue, depois de 20 anos, dar um valor, pensar de outro jeito. Sair um pouco desse egoísmo, sair um pouco de que isso é nosso, que isso dá pra compartilhar com os outros.

[Lenice pega uma das transcrições e começa a ler]

Primeiro trecho, sobre as suspeitas de sua mãe e a Aids:

“Minha mãe me perguntou porque eu estava emagrecendo tanto. O que eu vou responder? Como é que eu vou contar isso para a minha família? Isso é o pior, eu não tenho medo, medo de morrer, eu não tenho medo de sofrer. Eu sei que os remédios existem pra gente não sofrer tanto. Mas a tristeza da família é o pior. Quando eu vejo a minha mãe na hora em que entrei na casa, ela virou pra mim e falou: ‘ô Leo, que que tá acontecendo que você não ta aparecendo?’.
Você imagina? É muita crueldade, como é que uma coisa dessa acontece? É muita maldade e eu não fiz nada para merecer isso. Foi a primeira vez em que me revoltei por não saber como contar para minha mãe”.

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Segundo trecho, sobre o nascimento da sobrinha:

“Que coisa linda, nasce uma criança, que coisa linda, meu deus! É a coisa mais pura e mais poética ver o nascimento das crianças. Aí depois, a gente ficou vendo ela no berçário toda rosinha. É o maior presente que a gente pode ter. A pureza do mundo é ver mais um sobrinho nascendo. Mais uma criança para lutar que esse mundo seja melhor. Esse mundo de merda. Mas cada vez que nasce uma criança parece que se renova tudo. Depois eu fui lá ver ela [sic] no quarto, eu fui o primeiro, isso me deixou muito emocionado, depois estava toda a família. Todos nós, toda a família. É uma família sem nome pra dizer. É uma família emocionante. É uma família maravilhosa. E eu agradeço a deus todos os dias por ter nascido nessa família.

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Para saber mais sobre o Projeto Leonílson é só clicar aqui