Fora do passo – Paris

Por DAIGO OLIVA

A seção “Fora do passo” volta essa semana com um destino comum para muitos brasileiros: Paris.

O artista visual Claudio Silvano vive há um ano na capital francesa e escreve um pequeno guia de espaços culturais e, porque não, turísticos, da cidade.

Para aqueles que já estão cansados das mesmas visitas, aqui vão três dicas diferentes de passeios.

Vai lá!

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“Uma das coisas que mais gosto de Paris é como os seus bairros (arrondissements) são como pequenas cidades, cada um com suas características especificas.

Isso é tão evidente que cada um deles tem a sua própria prefeitura.

Apesar disso ser interessante, e apesar de Paris ser uma cidade relativamente calma, tem momentos em que eu quero fugir de todo o barulho que os nativos e turistas fazem nessas pequenas cidades.

Foi assim que começou a minha busca pelo lugar mais sossegado de Paris.

Já passei por vários lugares que concorrem a esse posto, mas o primeiro da lista continua sendo o Promenade Plantée, talvez pela sua extensão (4,7km) e pelo fato de ser um caminho elevado, ficando acima das ruas movimentadas.

Esse caminho foi construído sob uma antiga linha de trem chamada Vincennes, começando na Ópera da Bastilha e terminando no Bois de Vincennes.

É o lugar ideal para quem quer passar uma tarde tranquila sentado em um dos inúmeros bancos ou apenas percorrer o trajeto, que é dividido em várias partes, incluindo túneis e passagens subterrâneas.

Na maioria dessas seções o verde abundante isola completamente o som e a vista para as ruas, como se fosse um jardim secreto no meio da cidade.

Paris é infestada de pequenas galerias de fotografia e um dos meus pequenos prazeres é explorar esses lugares.

Atualmente tenho dois locais favoritos para passar a tarde olhando boas fotografias: a 

Polka Galerie e 

o MEP – Maison Européenne de La Photographie.

A 

Polka Galerie fica escondida no coração do bairro de Marrais. A curadoria é principalmente voltada para a fotografia documental e o pessoal da galeria faz em média quatro exposições por ano.



Além disso, sempre acontecem eventos como workshops e palestras. Ano passado teve um workshop incrível de impressão em serigrafia com o fotógrafo japonês Daido Morayama.

Ah, a entrada é de graça.

Já a MEP é a minha galeria favorita na cidade. O lugar existe desde 1978 em um prédio antigo e simpático, também no bairro de Marrais, e lá você encontra um dos maiores acervos fotográficos da Europa.

Fora os andares para exposições, ainda há a biblioteca com mais de 30.000 livros e 400 periódicos.

Um programa perfeito é comer o melhor falafel de Paris no L’as du Falafel -quase ao lado- e depois passar horas na MEP.

Ou vice-versa”.

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