‘Anastácia’, de Francisco Santos

Por DAIGO OLIVA

O haikai abaixo é sobre um fotolivro enviado por um leitor. Você quer ter sua publicação resenhada no blog? Saiba aqui como fazer. Obrigado, Francisco Santos! Nos próximos dias, outras obras de leitores estarão no Entretempos.

‘Anastácia’, de Francisco Santos (autopublicado) – Conheci o ensaio “Anastácia” durante o júri da última edição do prêmio Conrado Wessel, há cerca de dois meses, quando tive o prazer de participar da escolha dos vencedores do concurso. Logo de cara, gostei das fotografias. O estilo dos registros de uma refinaria remete a autores como o casal alemão Bernd e
Hilla Becher e ao também alemão, mas radicado no Brasil, Hans Gunter Flieg. Trata-se de uma obra com ares modernistas, em que as fotografias se aproximam do clima de um filme de ficção científica. Não há dúvidas de que o trabalho fotográfico é muito bem realizado, embora eu não possa dizer o mesmo da edição do livro. Com o mesmo tamanho de um vinil de sete polegadas, o formato da publicação não foi a melhor escolha para visualizar as imagens, que necessitam de mais espaço para serem lidas da maneira que merecem. O design também não colabora: não é preciso fazer estripulias para que um fotolivro seja atrativo, mas um projeto como “Anastácia” precisa de um desenho mais sofisticado, que carregue a mesma imponência e classe de suas fotografias. Quando apresentado como fotas soltas, “Anastácia” impressiona. Ao ser editado de maneira conservadora e aquém de suas qualidades como ensaio, o fotolivro faz com que sua força escape.

Avaliação: regular 

Haikai: em críticas curtas, o blog comenta fotolivros lançados neste ano.

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