Holandesa materializa sensação de descobrimento do corpo a partir da história de transgêneros

DAIGO OLIVA

Hoje trago um fotolivro que aborda tema muito recorrente em vários trabalhos nos últimos anos: a transexualidade. A quantidade de obras que debatem a questão de gênero é tão grande quanto o número de ensaios sobre familiares doentes e, no Brasil, sobre a questão indígena.

O que então me faz trazer esse trabalho? A maneira como a artista discorre sobre essas questões. “Mandy and Eva” foi feito pela fotógrafa Willeke Duijvekam, que acompanha, durante seis anos, as transformações de duas meninas que ao nascerem foram designadas meninos.

O que faz esse ensaio ser um grande ensaio é a maneira com o fotolivro foi desenhado. Primeiro de tudo, as histórias são intercaladas. É como se fossem dois livros separados cujas páginas foram colocadas uma sobre a outra. Isso tem dois efeitos. Com uma página tampando a imagem da página seguinte, você força o leitor a experimentar a sensação de descobrimento. No final das contas, é sobre isso que estamos falando.

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