Destreza de Alec Soth para interagir com estranhos faz de ‘Sleeping by the Mississippi’ um clássico

DAIGO OLIVA

Este é o último vídeo do ano e, por isso, tinha de ser uma obra especial. “Sleeping By The Mississippi”, de Alec Soth, já é um clássico da fotografia. Foi esse trabalho, publicado em 2004, pela Steidl, que alçou a carreira do fotógrafo ao status que tem hoje. O livro é uma série de viagens que o Soth fez a partir de Minnesota, onde vive, até Louisiana, bem ao sul dos EUA.

É uma região que representa a América profunda. É também o mesmo trajeto do rio Mississippi, que dá nome ao livro. No caminho, ele fotografava, com uma câmera de grande formato, moradores desses locais e as paisagens pelo caminho. Os personagens do livro são, de alguma maneira, uma representação do contraste de suas vidas à obsessão americana pelo sucesso.

O que impressiona é a capacidade do artista para criar uma sensação de intimidade com essas pessoas. Há uma química muito forte nos retratos. Isso é expresso com melancolia, porque o livro é forte e silencioso ao mesmo tempo. O leitor se envolve de uma maneira profunda, até inexplicável.

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