Cyril Costilhes esmiúça como um grande escritor desfortúnio de cidade onde pai sofreu acidente

DAIGO OLIVA

Muitos escritores são elogiados pela habilidade ao descrever os locais que seus personagens habitam. O francês Cyril Costilhes é um desses, mas apenas com imagens. Ele usa as cores para perambular pela cidade de Diego Suarez, no Madagascar.

Foi lá que o pai do fotógrafo sofreu um acidente de moto e ficou demente. Demência é o termo que o próprio artista usa para definir o estado do pai. Costilhes vai à cidade dez anos após o incidente e retrata o local que criou um grande cisma em sua família.

Fotografa ruínas, corpos deformados e a natureza, um elemento incontrolável para o homem. Mais do que tentar reconstituir os fatos, reconstrói um estado de espírito. Essa é a diferença dos fotolivros bons para os memoráveis.

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