Habitar o corpo da terra – uma reflexão a partir do corpo-pedra do artista Rodrigo Braga

Corpo duro 4, 2013.

“Viver como uma dilatação momentânea. O corpo vem da terra, exibe-se e encolhe. Quando o corpo desaparece dizem que existimos, que andamos por aí”. João Guilhoto, “O livro das aproximações”. Antes do pedaço de terra, o corpo. O artista Rodrigo Braga, desde 1999 vem trabalhando em suas obras a relação do homem/corpo com o meio – ecológico, […]

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Como percorrer a intimidade cultuando o distanciamento? Um ensaio entre a poesia e a fotografia

“Até que o voo e pouso se reconheçam asa, 2020”. (Foto: Carolina Krieger)

Convidei as gêmeas Krieger – Carolina, fotógrafa e Isadora, escritora – para me mandarem um ensaio palavra-imagem que representasse os dias longos que habitamos nesse isolamento. Há anos acompanho as duas e é linda a forma que elas tem de se complementar. Um texto parece o eco de uma fotografia e vice versa. Elas, que vivem sob […]

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Um habitar de tijolo, sonho e ser da artista carioca Brígida Baltar

Abrigo, 1996.

Assim que repousa, volta logo ao fundo de si mesmo. Inversamente seu pudor o obriga a mover-se assim que mostra sua nudez, que entrega sua forma vulnerável. Assim que se expõe, anda. (Francis Ponge. “O Partido das coisas”) São dias e mais dias no mesmo lugar… observar a luz que entra e que sai de […]

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Em tempos de corpos distantes, a palavra é um abraço – a obra do artista Ivan Grilo

Coragem em Acreditar, 2017.

“E as palavras escorrem tão fluidas como o «precioso líquido». Escorrem interminavelmente, alagam o chão, sobem aos joelhos, chegam à cintura, aos ombros, ao pescoço. É o dilúvio universal, um coro desafinado que jorra de milhões de bocas.”  “As Palavras”, de José Saramago. 17 de maio de 1968. São dias lentos… quando o tempo dilata […]

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Isolamento e solidariedade – 20 artistas e suas obras com a figura casa

Hrein Fridfinnsson

“O que é a existência? o que requer sempre revisão” Adonis, poeta sírio.   #FICAEMCASA É tempo de habitar. A redoma chamada casa, a redoma chamada “eu”. Difícil em tempos fugazes, efêmeros, imediatos… A humanidade se vê obrigada, em seu dever cidadão e social, de estar, de permanecer. É necessário olhar para dentro enquanto o […]

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O mergulho no Cosmos, de Sandra Cinto, no Itaú Cultural

Sem título, 2008. (Foto: Everton Ballardin)

“O mais importante e bonito do mundo é isso. Que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas, mas que elas vão sempre mudando. Afinam e desafinam”. Guimarães Rosa Sandra Cinto nos propõe um mergulho no cosmos, em todos os nossos silêncios, inquietudes e no nosso eu mais íntimo. Convida-nos a desafinar e […]

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O eterno flerte das artes plásticas com a moda

Hermès e H. Sugimoto

Há muitos anos e coleções, arte e moda andam juntas. Estilistas e artistas plásticos ocupam a mesma passarela, contemplando a beleza e o vestir do corpo humano. Um relacionamento rico, vezes ousado, vezes discreto, mas sempre indo além dos limites geográficos para trazer influências globais para nossos guarda-roupas. Na sua forma mais óbvia, esse relacionamento […]

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Os gritos contra a censura, de diferentes nomes da arte brasileira, em uma exposição em NY

“Facão”, parte do projeto “Resistência” de Sallisa Rosa.

É preciso gritar de forma escancarada, de diferentes formas. Vivemos tempos de escuridão, em um contexto de autoritarismo e censura no país. Com mais de 30 artistas brasileiros de diferentes gerações como Regina Parra, Anna Bella Geiger, Nino Cais, Cildo Meireles, Jonathas de Andrade, Marcelo Amorim, e com práticas que respondem a tal opressão, a […]

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Inaudito: O terreiro da performance de Lanny Gordin, no Cinesesc

Frame do filme Inaudito. (Foto: Reprodução)

Inaudito: diz-se do que nunca se ouviu falar, admirável ou estupendo. Aquilo que não está registrado na memória. Aquela coisa bonita, conectada ao ser-estar, ausência e presença e do preencher a alma com palavras, sons, ecos e vibrações. Mas é preciso estar atento e aberto. Entrar no cinema para assistir ao filme Inaudito, de Gregorio […]

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As vozes sobrepostas e habitadas de memória da 34ª Bienal de SP

Faz escuro mas eu canto, poema de Thiago de Mello, no prédio da Bienal de SP. (Foto: Cassiana Der Haroutiounian)

Uma partitura em branco que será preenchida até setembro, esparramando-se pelo prédio da Bienal e mais 25 instituições de arte por toda São Paulo. Notas desenhadas com vozes em diferentes ritmos e intensidades que estão em mutação diária, em consonância com o que acontece ao seu redor. Com diferentes batimentos cardíacos atravessando e acessando as […]

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