É difícil simplesmente viver – Ensaio Palavra-Imagem com trechos da nova edição da revista Serrote

Crédito da imagem: Abdias Nascimento/ Acervo Ipeafro Legenda: Bastideana n. 3:ponto riscado de Exu cruzado com Xangô, 1972 Crédito: Carlos Roberto de Planitz/ Coleção Martha e Erico Stickel/ Acervo Instituto Moreira Salles Legenda: Vista da cidade de S. Sebastião do Rio de Janeiro tirada da ilha das Cobras, c. 1840 Carlos Roberto de Planitz Lith. Speckter & Co. – Hamburgo (casa impressora) Litografia sobre papel

Nesta edição do Ensaio Palavra-Imagem publicamos, em primeira mão, trechos de autores premiados da 3ª edição do concurso “Ensaísmo Serrote” da revista Serrote: Evandro Cruz e Raphael Grazziano. A edição dupla será lançada na próxima terça-feira, ao vivo, pelo canal do IMS no YouTube. No ensaio “Orfeu enfrenta o genocídio negro”, Evandro Cruz Silva (1992) […]

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Um coletivo de campos de afeto – O Projeto Pangea de Mariana Tassinari e Manuela Costa Lima

“- E se tivesse aparecido algo para você que nunca viste na realidade, só em imaginação? – Não compreendo… – Tudo indica que o Oceano sondou os nossos cérebros, tirando deles alguma coisa igual a pequenas ilhas de memória.” Do filme Solaris, de Tarkovsky. Em um mundo onde todos os tempos estão urgentes, avassaladores e curtos, poder […]

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O mistério das coisas vivas – uma reflexão entre arte e natureza

Gambiarra, 1976, Amelia Toledo (Foto: Edouard Fraipont)

“Uma obra de arte autêntica, assim como uma obra da natureza, permanece sempre infinita para o nosso entendimento; ela é contemplada, sentida, faz efeito, mas não pode ser propriamente conhecida, muito menos podem ser expressos em palavras sua essência, seu mérito” (GOETHE 2008: 117). A natureza abriga o imperfeito de forma grandiosa. O imperfeito é […]

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O tempo esculpido e depurado de Cao Guimarães

Sopro, 2000

Entrar no mundo do cineasta e artista plástico mineiro Cao Guimarães é como sonhar com os olhos abertos, percorrendo um terreno arenoso e movediço, deixando-se despertar pelas sensações em mergulhos profundos da combinação entre palavra e imagem. Paisagens criadas e inventadas pelos sons, numa presença-ausente e numa ausência-presente. O mundo de Cao atravessa os sentidos […]

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‘Vocês nascem em árvores?’ Um papo com Ailton Krenak, Denilson Baniwa e Arissana Pataxó

Arqueiro Digital, de Denilson Baniwa

“Vocês nascem em árvores?!” perguntou uma criança a Ailton Krenak durante uma palestra em uma escola. Assim começou o papo com uma das maiores lideranças indígenas do país e com dois artistas ganhadores do prêmio Pipa: Denilson Baniwa, do Rio Negro, e Arissana Pataxó, de Porto Seguro. Entre algumas risadas e brincadeiras pelo caminho, a […]

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‘A luz desliga, fica escuro’ – A obra política e multimídia de Dora Longo Bahia

Espiãs, 2020 (Foto: Ana Pigosso)

Antígona: Começamos no escuro e o nascimento é a nossa morte. Ismene: Quem disse isso? Antígona: Hegel. Ismene: Parece mais com Beckett. Antígona: ele estava parafraseando Hegel. Ismene: Acho que não. Antígona: Quem quer que seja quem sejamos querida irmã, desde que nascemos dos males de Oidipous, que amargura, dor, desgosto, desgraça ou choque moral, […]

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Um corpo multiverso e presente – a obra de Carla Chaim

Movimento Singular do Verde para seu Complementar no Tempo Desaparecido, 2008 , vídeo – stills

“A mão que escreve parece separar-se do corpo e prolongar-se em liberdade bem distante do cérebro, que também se separa do corpo, que por sua vez parece tornar-se aéreo e observar, bem do alto, as frases inesperadas que saem da caneta” Trecho de um texto de Marinetti, publicado em 1912, enviado pela artista. Um corpo […]

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Pensamentos Decoloniais: artistas negras brasileiras falam sobre os tempos sombrios

Parede de Memória, de Rosana Paulino

Hoje publico um conteúdo especial no Entretempos: esta  entrevista ótima e essencial que a Thais Gouveia realizou com 7 artistas negras brasileiras acerca dos tempos sombrios atuais, que foi originalmente publicada no site New City. Vale cada minuto de leitura como uma provocação para uma reflexão profunda e tão fundamental não só nos dias de […]

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O corpo como território político – a obra da paraense Berna Reale

Quando todos calam #2

“Violento é aquele que faz do outro uma coisa”. Partindo dessa tradução livre da filósofa francesa Simone Weil, a artista paraense Berna Reale – um dos grandes nomes da arte contemporânea – traz todo o peso dessa reflexão no âmago de sua obra. Um questionamento crítico dos aspectos da violência, do racismo, da desigualdade e […]

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Habitar e apreender a paisagem na experiência existencial do ser – a obra de Marcelo Moscheta

Equalizer For Distant Horizons – Itatiaia, 2014

“ (…) do fundo do opaco eu escrevo, reconstruindo o mapa de um soalheiro que nada mais é que um inverifcável axioma para os cálculos da memória, o lugar geométrico do eu, de um mim mesmo do qual o mim mesmo necessita para se saber mim mesmo, o eu que só serve para que o […]

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